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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Língua Portuguesa para Início da Escolarização

      A disciplina de Língua Portuguesa tem como objetivo, nos capacitar para a futura prática de docentes, pois vemos a grande importância da linguagem escrita e oral para a formação dos alunos, O ensino da linguagem escrita e oral tem sido constantemente discutido por estudiosos e professores, que apontam sua complexidade e as contradições existentes nas práticas de tal ensino. Com a disciplina de língua portuguesa tivemos a oportunidade de aprender diversas práticas de ensino para a aquisição dessas linguagens.



LINGUAGEM ORAL E ESCRITA, SEGUNDO O REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL:CONHECIMENTO DE MUNDO 

  A aprendizagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças se inserirem nas diversas praticas sociais, e uma das funções da educação básica é desenvolver nas crianças a linguagem, para a formação do sujeito, para a sua socialização, e também na construção de conhecimentos...
  Aprender uma língua não significa apenas aprender as palavras, é necessário saber também os seus significados culturais,  e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem, interpretam e representam a realidade
  Ao desenvolver o trabalho da linguagem, você estará desenvolvendo juntamente o trabalho do falar, ler, escutar e escrever.

PRESENÇA DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IDÉIAS E PRÁTICAS CORRENTES

    A linguagem oral está presente no cotidiano e na prática das instituições de educação infantil à medida que todos que dela participam: crianças e adultos, falam, se  comunicam entre si, expressando sentimentos e idéias. Em algumas práticas se considera o aprendizado da linguagem oral como um processo natural, que ocorre em função da maturação biológica.
    Em outras práticas, ao contrário, acredita-se que a intervenção direta do adulto é necessária e determinante para a aprendizagem da criança. Desta concepção resultam orientações para ensinar às crianças pequenas listas de palavras, cuja aprendizagem se dá de forma cumulativa e cuja complexidade cresce gradativamente. Nessa perspectiva a linguagem é considerada apenas como um conjunto de palavras para nomeação de objetos, pessoas e ações.  
     O trabalho com a linguagem oral, nas instituições de educação infantil, tem – se restringido a algumas atividades, entre elas as rodas de conversa. Porem isto está sendo caracterizado como um trabalho monólogo com o professor.
    Já da leitura e escrita se inicia na educação infantil por meio de um trabalho com base na cópia de vogais, consoantes, ensinadas uma de cada vez tendo como objetivo que as crianças relacionem sons e escritas por associação, repetição e memorização de sílabas.

A CRIANÇA E A LINGUAGEM
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL

    A construção da linguagem oral implica, portanto, na verbalização e na negociação de sentidos estabelecidos entre pessoas que buscam comunicar-se. Ao falar com os bebês, os adultos, principalmente, tendem a utilizar uma linguagem simples, breve e repetitiva, que facilita o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. Por exemplo, na troca de fraldas, o adulto fala: “você está molhado? Eu vou te limpar, trocar a fralda e você vai ficar sequinho e gostoso!”.
   Nesses processos, as crianças se apropriam, gradativamente, das características da linguagem oral, utilizando-as em suas vocalizações e tentativas de comunicação.
  As brincadeiras e interações que se estabelecem entre os bebês e os adultos incorporam as vocalizações rítmicas, revelando o papel comunicativo, expressivo e social que a fala desempenha desde cedo. 
   Além da linguagem falada, a comunicação acontece por meio de gestos, de sinais e da linguagem corporal, que dão significado e apóiam a linguagem oral dos bebês. A criança aprende a verbalizar por meio da apropriação da fala do outro. Esse processo refere-se à repetição, pela criança, de fragmentos da fala do adulto ou de outras crianças, utilizados para resolver problemas em função de diferentes necessidades e contextos nos quais se encontre. Por exemplo, um bebê de sete pode engatinhar em direção a uma tomada e, ao chegar perto dela, ainda que demonstre vontade de tocá-la, pode apontar para ela e menear a cabeça expressando assim, à sua maneira, a fala do adulto.
    A construção da linguagem oral não é linear e ocorre em um processo de aproximações sucessivas com a fala do ouro, seja ela do pai, da mãe, do professor, dos amigos ou aquelas ouvidas na televisão, no rádio etc.

DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ESCRITA

    Nas sociedades letradas, as crianças, desde os primeiros meses, estão em permanente contato com a linguagem escrita. É por meio desse contato diversificado em seu ambiente social que as crianças descobrem o aspecto funcional da comunicação escrita, desenvolvendo interesse e curiosidade por essa linguagem. Diante do ambiente de letramento em que vivem, as crianças podem fazer, a partir de dois ou três anos de idade, uma série de perguntas, como “O que está escrito aqui?”, ou “O que isto quer dizer?”, indicando sua reflexão sobre a função e o significado da escrita, ao perceberem que ela representa algo.
     A aprendizagem da linguagem escrita está intrinsecamente associada ao contato com textos diversos, para que as crianças possam construir sua capacidade de ler, e às práticas de escrita, para que possam desenvolver a capacidade de escrever autonomamente.
   Sabe-se, também, que as hipóteses elaboradas pelas crianças em seu processo de construção de conhecimento não são idênticas em uma mesma faixa etária, porque dependem do grau de letramento de seu ambiente social, ou seja, da importância que tem a escrita no meio em que vivem e das práticas sociais de leitura e escrita que podem presenciar e participar.


RCNi






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